Não me convenceu a explicação da direção gremista dizendo que a prioridade é ganhar títulos e, por isso, colocaram reservas na Libertadores. Odorico Roman tentou mostrar que os jogadores iriam sentir a sequência jogando nas duas competições, mas não vejo como correto abrir mão de uma vitória no Paraguai. O título Gaúcho significa bem pouco diante da chance de conquistar o Tri da América. E nesta competição cada detalhe faz diferença.

Odorico disse que a estratégia deu certo, mas eu não penso assim. Poderia ser uma goleada nesta noite que não iria concordar. O empate acabou sendo mais sorte do que juízo. Renato colocou um time que nunca treinou junto, cheio de jogadores fora de função, Arthur adiantado, Lincoln na ponta, Everton entrou de centroavante. Repito, não consigo engolir as explicações/desculpas. Este planejamento pra mim não é o correto.

Portaluppi acerta em dizer que quem muito quer nada tem, que não dá pra colocar sempre o mesmo time, já que vai estourar todo mundo. Sim, parceiro, mas precisa poupar em Libertadores? Poupa no Gauchão. Se o time reserva, que custa milhões, não consegue passar pelo Novo Hamburgo, que tem folha de R$ 200 mil, onde os jogadores lá ganha de R$ 5 a R$ 15 mil, aí tem alguma coisa com teu elenco.

Todo mundo sabe que vai vir a classificação. O problema é que os pontos no Paraguai podem fazer falta no final. E, mesmo se não fizerem, o risco é demasiado pra ficar “brincando” com time reserva em competição importante. Nunca vou aceitar.

Em tempo: o vice-presidente gremista falou que os time titular treinou forte nesta quinta. Onde? Academia! Tá de brincadeira, né parceiro? Então deixa os principais jogadores em Porto Alegre, treina bem com eles, descalça e até deixa uma brecha pros caras se divertirem. Isso faz parte. Mas não segue em ritmo de viagem e concentração pra passear no exterior. Péssimas escolhas.

Grêmio empata, mas teve uma péssima noite no Paraguai