Arthur subiu aos profissionais do Grêmio lá atrás, em 2015, por Felipão. Não ganhou chance de jogar, apenas treinou, e acabou voltando pra base. No time de transição, duas coisas lhe “prejudicaram”. Primeiro, porque foi usado como meia pelo centro, sendo que ele rende melhor organizando o jogo como volante. Segundo, que os relatos que tenho dos profissionais da base são de que ele se desmotivou total. Afinal, numa semana estava sonhando em jogar o Brasileirão no Maracanã e na outra foi mandado para jogar em Copinhas da Federação Gaúcha. 

Arthur demorou a voltar a jogar o que todos sabem que poderia. Há relatos de que só não saiu porque o presidente Romildo bancou. Ele e Machado são apostas pessoais do comandante. 

E esse é um problema que o pessoal da base quer administrar melhor. Evitar que os garotos que subam ao profissional desçam rapidamente, sem ganhar chances, e se desmotivem.

Até por isso, o grupo de transição será reduzido dos quase 40 jogadores atuais para um máximo de 15 ou 18 atletas. Tudo, para poder focar nos boleiros que realmente tem futuro. Não adianta investir sonhando que um dia ele vai desencantar.

E quando subir para o profissional, o atleta vai estar preparado para não voltar, porque Arthur quase foi perdido por isso!

Foto:Divulgacão/CBF